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PT Flex 50 - Borracha de poliuretano ultraflexível
32,31 € IVA incl.
Borracha de poliuretano Shore A50, mistura 1A:1B em peso, tempo de trabalho 5 min e cura em 2 horas. A mais flexível da gama, alongamento de 200%.
PT Flex 50 é uma borracha de poliuretano bicomponente com dureza Shore A50, pensada para peças que precisam de mais flexibilidade e capacidade de estiramento sem renunciar à resistência. A sua baixa viscosidade facilita a colagem, o rácio de mistura 1A:1B simplifica o trabalho em oficina e o resultado é uma peça muito flexível, com grande alongamento e acabamento âmbar translúcido. Não contém ftalatos, mercúrio nem MOCA.
Especificações técnicas
| Parâmetro | Valor |
|---|---|
| Tipo de material | Borracha de poliuretano bicomponente |
| Dureza Shore | A50 |
| Cor | Âmbar |
| Rácio de mistura (peso) | 1A : 1B |
| Viscosidade da mistura | 600 cP |
| Densidade específica | 1,03 (água = 1) |
| Tempo de trabalho | 5 minutos |
| Tempo de cura / desmoldagem | 2 horas |
| Resistência à tração | 1,7 MPa (250 psi) |
| Alongamento na rotura | 200 % |
| Temperatura máxima de serviço | 60 °C |
| Ftalatos / Mercúrio / MOCA | Não contém |
Para que se usa
A PT Flex 50 foi pensada para peças que precisam flexionar, esticar e recuperar a sua forma sem rachar. O seu maior alongamento na rotura (200 %) dentro da gama torna-a especialmente adequada para:
- Juntas, gaskets e peças de vedação que trabalham sob deformação repetida
- Moldes secundários flexíveis para peças com contra-saídas moderadas
- Elementos de aderência macia (soft-touch) em utensílios e ferramentas
- Props e peças de adereços que precisam flexionar sem quebrar
- Protótipos funcionais de peças elastoméricas
- Roletes e elementos de baixa dureza para aplicações de contacto suave
- Reproduções que exigem maior capacidade de estiramento do que o resto da gama PT Flex
Como usar
- Prepara o molde ou a superfície. Garante que o molde está limpo, seco e sem restos de curas anteriores. Aplica um agente de libertação adequado para poliuretano em todas as superfícies que entrarão em contacto com o material.
- Acondiciona os componentes. Leva os frascos de componente A e componente B à temperatura de oficina (20-25 °C). Agita ou mexe cada componente em separado antes de os misturar, já que podem assentar em repouso.
- Pesa ou mede as partes. Mistura o componente A e o componente B na proporção 1A:1B em peso. Usa uma balança de precisão para maior exatidão.
- Mistura com decisão. Combina ambas as partes durante 60-90 segundos, raspando bem as paredes e o fundo do recipiente. O tempo de trabalho é de 5 minutos.
- Adiciona pigmento se precisares. Se quiseres colorir a peça, incorpora umas gotas de Corantes PolyColor à mistura antes de colar. São compatíveis e não afetam a cura.
- Verte no molde. Cola o material num fio fino e contínuo para favorecer a saída do ar. Enche a partir do ponto mais baixo para cima sempre que possível.
- Tempo de cura. Deixa repousar sem mexer durante pelo menos 2 horas à temperatura ambiente. Passado esse tempo, a peça pode ser desmoldada.
- Desmolda e pós-cura se necessário. Para aplicações de alta exigência mecânica, uma pós-cura a temperatura moderada (não superior a 60 °C) pode melhorar as propriedades finais.
Conselhos de utilização
Aproveita o maior alongamento desta dureza
Com 200 % de alongamento na rotura, a PT Flex 50 tolera mais estiramento do que as durezas superiores da gama antes de quebrar. Isto torna-a especialmente adequada para peças com contra-saídas moderadas que precisam flexionar para serem desmoldadas. Ainda assim, respeita sempre o tempo de cura completo antes de forçar a desmoldagem, já que a peça continua a ganhar propriedades mecânicas nas horas seguintes.
Temperatura e humidade na oficina
A temperatura ideal de trabalho está entre 20 e 25 °C. Abaixo de 18 °C o material torna-se mais viscoso, a mistura é mais difícil e a cura abranda. Acima de 30 °C o tempo de trabalho encurta ainda mais. Evita trabalhar em ambientes com humidade relativa superior a 70 %: o isocianato (componente A) reage com o vapor de água e pode gerar bolhas ou alterar a cura.
Coloração e acabamentos
A PT Flex 50 admite coloração com Corantes PolyColor, os pigmentos especiais para poliuretano da Feroca. Adiciona o pigmento ao componente B antes de misturar com o componente A para garantir uma dispersão homogénea. Não excedas 3-5 % do peso total da mistura para não comprometer as propriedades mecânicas.
Perguntas frequentes
Que temperatura suporta esta borracha de poliuretano?
A PT Flex 50 não deve ultrapassar os 60 °C em serviço. Acima dessa temperatura as propriedades mecânicas degradam-se e a peça pode deformar-se permanentemente. Para aplicações com maior exposição térmica, consulta outras referências do catálogo da Feroca.
Qual a diferença entre a PT Flex 50 e outras durezas da gama?
A PT Flex 50 é a referência mais flexível e elástica da gama que a Feroca oferece junto com a PT Flex 60, 70 e 85, com um alongamento na rotura de 200 %, superior ao resto. Se precisares de mais resistência mecânica e dureza, considera a PT Flex 60 ou durezas superiores da gama. Se procuras ainda mais suavidade, existe também a PT Flex 20.
Preciso de agente de libertação para trabalhar com este tipo de borracha?
Sim, recomenda-se sempre usar um agente de libertação adequado para poliuretano no molde antes de colar. O poliuretano tende a aderir a superfícies porosas e a alguns plásticos. O agente de libertação garante uma desmoldagem limpa e prolonga a vida útil do molde.
Posso usar pigmentos com esta borracha?
Sim. Os Corantes PolyColor e os pigmentos em pasta formulados para resinas de poliuretano são totalmente compatíveis com a PT Flex 50. Adiciona o pigmento ao componente B antes de misturar com o A para uma dispersão uniforme.
É adequada para juntas e peças de vedação?
Sim, o seu elevado alongamento na rotura (200 %) e a sua dureza moderada Shore A50 tornam-na muito adequada para juntas, gaskets e peças que devem deformar-se repetidamente sem rachar. Para peças que também exijam maior resistência à abrasão, considera uma dureza superior da gama PT Flex.
Pode ser laminada com fibra de carbono ou fibra de vidro?
Não é recomendável. Os tecidos de reforço como a fibra de carbono ou a fibra de vidro são concebidos para trabalhar com materiais rígidos. Numa borracha flexível como a PT Flex 50 não trazem vantagem estrutural e a adesão entre o tecido e a matriz flexível é problemática. Para peças rígidas reforçadas, consulta as resinas de poliuretano rígidas como a Feropur PR55+E55.
O que fazer se o material tiver gelificado dentro do frasco?
A gelificação do componente A (isocianato) ocorre por exposição à humidade ambiental. Um material gelificado não pode ser usado: a cura ficará incompleta e as propriedades mecânicas não serão as corretas. Para evitar isto, fecha sempre os frascos imediatamente após cada utilização e guarda-os num local seco. Se o produto apresentar grumos ou tiver aumentado de viscosidade de forma notável, descarta-o.
Como se diferencia esta borracha de uma resina rígida de poliuretano?
A PT Flex 50 é um elastómero: depois de curada é muito flexível, estica-se com facilidade e recupera após a deformação. Uma resina rígida como a Feropur PR55+E55 oferece rigidez estrutural, maior dureza e é adequada para peças que não devem deformar-se. A escolha depende de a peça final precisar de flexibilidade ou rigidez.